Arquivo da Categoria ‘Variedades’

 

Oficina O Pequeno Leitor

Oficina O Pequeno Leitor uma oficina para gente pequeno com grandes idéias. Um contato lúdico com o mundo da leitura e da escrita para os pequenos se tornarem grandes leitores.
Semana Experimental Gratuita – Galpão Cultural Fábrica de Idéias23 a 28 de março de 2015
Faça sua inscrição: (11) 30319092 ou (11) 3034 3044 / espacocultural@fabricaideias.com

O Galpão terá também outras atividades. Confira:

 

Roteiro Baby Campinas

Essa vez não vou dar uma dica tradicional de leitura como sempre faço nesse espaço, mas é uma dica boa de ler tim tim por tim tim.
Para mamães e papais que curtem uma diversão com seus pequenos, o Roteiro Baby de Campinas é bem interessante para quem mora naquela região.
Como o próprio nome sugere, lá vocês podem encontrar um roteiro semanal com as mais variadas programações de eventos infantis.
Além de cursos bacanas, como por exemplo, o de papinhas orgânicas, dicas culturais, profissionais e dicas de mães.
Ou seja, um lugar onde todo cantinho tem uma novidade sob medida para o seu filhote.
Para que mora em Campinas e região, vale a pena ler para conferir.

http://www.roteirobabycampinas.com.br/p/nos-indicamos.html

 

Ler Para o Bebê, Sim!

A Revista Crescer do mês de junho está com uma matéria bem bacana sobre dicas de livros e sobre o que eu gostaria de falar aqui: a importância da leitura para bebês.
O texto trata da questão do incentivo a leitura aos pequeninos e o que é imais mportante, os pais tem que participar junto para transformar este momento em prazer.
Quando o texto fala em estímulo, não se trata de uma cruzada para ensinar o bebê a ler, fazendo com que ele identifique palavras ou letras isoladas para tentar aprender o que é A ou o que é B. O assunto mostra que o estímulo se dá naturalmente quando ele acontece através dos laços afetivos entre os pais e seus pequenos. É neste momento que a criança associa a leitura ao prazer e isso faz com que ela se encante com este universo.
Para um bebê por volta de 1 ano, por exemplo, não importa o conteúdo da história. Ele não vai entender os dilemas e os conflitos dos personagens, não terá a dimensão do espaço onde se passa a história exatamente, mas o que importa, é criar nesse ser que já é atento aos estímulos, o prazer de escutar. E a interação adulto e bebê é fundamental.
A oralidade é super importante. Por isso, a interpretação de quem lê é indispensável, a modulação de voz dá realmente o tom da história, fazendo com aquele que escute, passe a conhecer o mundo, possa se apropriar ao poucos da aquisição da linguagem e assim, aprender a expressar seus sentimentos e a organizar a construção do pensamento.
A experiência fica armazenada na memória e, segundo a fonoaudióloga Erica parlato-Oliveira, o bebê reúne a maneira de falar da mãe e a partir dessa informação sensorial, vai criando o que é chamado de “marcas” no cérebro.
As ilustrações são fundamentais nesse incentivo e aprender a interpretá-las também. E não se trata de livros brinquedos, e sim da sensibilização da criança a essa arte. Por tanto, Além de coloridas e bem trabalhadas, as ilustrações não podem ser óbvias, elas tem que ir além das histórias e sobretudo, sem estereótipos.
E nessa leitura das imagens, é importante não menosprezar a capacidade da criança.
O que chama a atenção nessa fase, são as poesias, histórias de repetição e tudo que envolva mais musicalidade ou que estimule a sua vontade de contar uma história.

Karina Banalume, psicóloga da Puc, diz uma coisa interessante: ” As diferentes formas de leitura, as pausas, o virar das páginas, a mudança de um parágrafo, ensinam o bebê a lidar com os momentos de silêncio, mas que são em sua maioria, cheios de sentidos. Bebês adoram brincar de esconder, é um meio de elaborar as ausências. Quando adquirem a destreza motora, adoram virar as páginas e descobrir o que virá e o que se foi.
Quis transcrever esta matéria, porque tenho comentado em todas os artigos que já escrevi para algumas revistas, sobre o meu site de incetivo a leitura, O Pequeno Leitor, o quanto é importante a presença dos pais na formação literária dos filhos, que este processo começa dentro de casa e é anterior ao processo de alfabetização.
E mais, quanto antes este estímulo começar e este hábito se formar, mais chances a criança terá de ser um adulto bem sucedido.
Vou citar aqui alguns números alarmantes e não precisamos ser especialistas em matemática para perceber o que eles significam. Olha só: uma criança estimulada a partir dos 3 anos de idade, chegará aos 8 anos com um vocabulário de 12 mil palavras.
Uma criança que não recebeu estes estímulos nessa mesma época, chegará aos 8 anos com um vocabulário de apenas 4 mil palavras. A diferença é gritante. Imagine a compreensão de mundo de alguém com um repertório tão limitado. Como esta criança será capaz de compreender as estruturas um pouquinho mais complexas da língua, exigidas em qualquer disciplina escolar?

A falta de estímulos cognitivos causam buracos enormes no desenvolvimento intelectual dos pequenos.
Por isso, mamães e papais, a importância de vocês nesse processo é fundamental. Vale transformar a leitura em momentos de prazer e estreitamento dos laços afetivos. E o quanto antes, melhor para seu filho.

 

Por Uma Vida Melhor, pra quem?


Hoje vou falar sobre um assunto que está causando a maior polêmica.
É sobre o livro Por Uma Vida Melhor.
Vou citar a entrevista à Veja, de um dos mais respeitados especialista da língua portuguesa, Evanildo Bechara, que sai em defesa da gramática.
Segundo Bechara, dizer que a língua culta é um instrumento de dominação das elites é uma ortodoxia política e um obstáculo para o pais. Para ele, subverter a lógica em nome de uma doutrina, só serve para desvalorizar o bom português e tirar de crianças e jovens a chance de ascenderem socialmente.
Ele reconhece que a expressão popular tem validade como forma de comunicação e diz que ninguém de bom senso discorda disso, mas é preciso reconhecer que a língua culta reúne infinitamente mais valores e qualidade.
E somente ela consegue traduzir os pensamentos que circulam o mundo hoje, seja nas artes, filosofia, ciências etc. Essa riqueza da língua culta tem esse poder, enquanto a linguagem popular referida, não tem vocabulário e nem tampouco estrutura gramatical que permitam idéias de maior complexidade, tão caras a uma sociedade que almeja evoluir. Por isso, a defesa do livro “Por Uma Vida Melhor”, decorre de um equívoco.
Bechara fala uma coisa interessente e cita o linguista italiano Raffaele Simone pra exemplificar que privar os cidadão de aprenderem a língua culta, é como negar-lhes as chances de progredirem na vida.
O que Raffaele diz a esse respeito, é que os populistas que fazem apologia da expressão popular, contribuem para perpetuar a segregação de classes pela língua. Pois justamente é o ensino da norma culta, segundo ele, que ajuda na libertação dos menos favorecidos.
Bechara observa que nenhum pais desenvolvido prega a desvalorização da norma culta em sala de aula ou inclui esse tipo de ideia nos livros didático. Ele acha que esse desserviço aos alunos e à sociedade como um todo só encontra eco mesmo no Brasil. Ao questionar a necessidade do estudo da gramática, alguns linguistas estão nivelando por baixo o ensino do português, reduzindo com isso as chances de milhões de estudantes aprenderem a se expressar com correção e clareza, tanto na escrita quanta na fala. E vai além, diz que a história reforça a importância disso e é farta de exemplos de como uma oratória eficaz pode catapultar carreiras.
O domínio da língua falada vem sendo um importante instrumento para o protagonismo na vida pública desde a Antiguidade. Os principais líderes políticos sempre dominaram a língua falada.
O ex presidente Lula é uma exceção. Apesar das suas frequentes incorreções, Lula faz parte do grupo de políticos com grande poder de retórica.
Os erros o aproximam do povo, uma vez que, como ele, a maior parte dos brasileiros também passa ao largo da norma culta. E isso cria uma identificação com seu discurso. Não significa que as pessoas devam ter Lula como modelo, já que ele é uma exceção e para conquistar um bom lugar no mercado de trabalho, o pré-requisito principal é que elas não saiam por aí dizendo “Nós pega o peixe”, versão ensinada no livro Por Uma Vida melhor, distribuído nas escolas pelo Ministério da Educação.
Ele chama a atenção a um outro fato: além de divulgarem um discurso que funciona na prática como um obstáculo à formação dos indivíduos, os teóricos brasileiros que pregam o que ele chama de mesmice idiomática atrapalham o próprio progresso do idioma. E o resultado é que o Brasil está ficando para trá nesse campo. O domínio do idioma é resultado de uma educação de qualidade. E isso nos falta de maneira clamorosa. O ensino do português nas escolas é deficiente. E uma das razões recai sobre o despreparo do professor.

Bom, a entrevista é bem interessante e vale a pena ler. Coloquei aqui, uma parte dela, inclusive com as palavras de Bechara.
Não sou uma especilista da língua portuguesa, mas valorizo a importância do português bem falado e escrito antes de qualquer outra disciplina. Não li o livro em questão e gostaria muito de conhecer seu conteúdo.
Vi somente alguns trechos em matéiras que saíram por aí, mas lendo a entrevista de Evanildo Bechara eu me pergunto: Por uma Vida Melhor, é de fato melhor pra quem?
Vou procurar ter acesso ao conteúdo deste livro para formar minha própria opinião.

 

O que é isso mamãe?

Saiu uma matéria sobre leitura na Veja de 18 de maio, sobre o comportamento dos jovens em relação a leitura, mostrando que ao contrário do que se pensa, existe uma multiplicação dos jovens que gostam de ler e reconhecem que um bom texto ainda é um instrumento decisivo para a vida pessoal e profissional.
Um fator interessante abordado, é o uso da internet pelos adolescentes para propagar esse hábito, criando grandes discussões literárias entre eles.

Antes de mais nada, gostei da matéria, mas vou começar pelo final que me chocou e por isso o título do meu post. O último parágrafo fala de uma situação verídica observada em um dos mais caros shoppings center de São Paulo: uma mãe passeia com seus filhos, de uns 5 e 8 anos, quando o mais velho todo entusiasmado chama a atenção da mãe: ” Olha, uma livraria! Vamos lá mamãe? E aí vem a parte chocante.
A mãe puxa o filho na direção contrária e diz: “Livraria? E o que é que você quer fazer lá?”

E eu me pergunto: O que é isso mamãe? Em que mundo você vive quando todos lutam para conscientizar pais da importância de seu papel na formação literária de seus filhos?
Que mundo paralelo é esse quando pipocam matérias e mais matérias falando sobre o poder da leitura na formação intelectual de uma pessoa? E mais, sobre os benefícios de gostar de ler, compreender, refletir e com isso adquirir conhecimento, se tornando um ser pensante.
Você deveria agradecer por seu filho conseguir gostar de ler, apesar da sua falta de interesse em enxergar nisso uma atitude de grandeza e sabedoria, vindo de alguém com 8 anos.
O que é melhor, um filho pedindo pra entrar numa loja de brinquedo exposto a todo tipo de consumo descartável ou pedir pra mergulhar num mundo de histórias que pode surpreende-lo o tempo todo?
Realmente não compreendo esta atitude, principalmente de alguém que vem de uma classe provavelmente mais esclarecida…

Bom, vamos ao que interessa. A matéria fala bastante sobre ler por prazer e não por obrigação. E quando provamos desse deleite, cada vez mais o livro se tornará um objeto de desejo. Basta apenas um empurrãozinho com o qual a pessoa se identifique para que o leitor potencial deslanche e, guiado pela sua curiosidade, se aventure pelos caminhos infinitos e as diversas possibilidades que os incontáveis autores foram abrindo caminho nesses 3.000 anos de criação literária.
Contra todas previsões sobre a morte do livro e do hábito de ler, com o avanço do cinema, da televisão, videogames, internet , acreditava-se que a leitura se tornaria obsoleta.
Ao contrário destas expectativas, vem surgindo uma nova e robusta geração de leitores no país, movias sim, por sucessos globais como Harry Potter, Crepúsculo e Percy Jackson.
Isso não importa, o que importa é que a leitura iniciada pelo prazer, vai levar a outras tantas obras e é assim que o leitor vai amadurecendo e descobrindo o seu gosto literário. Um livro puxa outro e a matéria oferece diversas possibilidades para quem quer começar.
Hoje os jovens estão usando seus blogs para formar esse rede de discussões literárias. E o resultado dessa iniciativa é surpreendente, ganhando cada vez mais adeptos desses encontros.
Um estudo divulgado no mês passado pela Universidade de Oxford, demonstra uma conexão inequívoca entre leitura e sucesso profissional.
Resultado: a leitura se revelou o único fator que, de forma consistente, esteve associado a ascensão profissional. Para mulheres, a chance de ter um cargo mais elevado cresce de 25% para 39% quando lêem. Para homens, de 48% para 58%.
O progresso pode estar associado ao desenvolvimento do vocabulário e ao domínio de conceitos abstratos propciados pelo hábito da leitura. A pesquisa centrou-se na leitura extracurricular.
ou seja, o livro lido por prazer é o que realmente conta.
Vale lembrar também que cabe aos pais darem esse empurrãozinho voltado ao lado prazeroso, fazendo porgramas com seus filhos que incluam a leitura, mostrando que esse mundo pode ser muito instigante e divertido.
Volto para a mãe que eu citei no começo. Entendeu o recado, mamãe?

 

O Pequeno Leitor no Estadinho

Gostaria de agradecer ao pessoal do Estadinho por colocar O Pequeno Leitor entre os 10 sites mais bacanas para crianças.
Ele acabou de ser lançado e é super gratificante para mim como criadora, estar entre os recomendados para os pequenos. Como mãe tenho sempre a preocupação de oferecer segurança e qualidade para meu filho. Foi com esse olhar que nasceu O Pequeno Leitor . Espero que muitos “filhos” possam brincar e se divertir por aqui.

Aí vai o que diz a matéria:

O Pequeno Leitor: Imagine uma “rede social” em que o assunto principal são as histórias e não os jogos. Pois ela tem endereço: O Pequeno Leitor.
O site funciona como se fosse um clubinho de leitura. A idéia é que você leia, ouça, veja histórias animadas e escreva as suas, a partir de ilustrações que são dadas.
Para escrever, você precisa se cadastrar e seu pai tem que aprovar cada texto. A Stela Loducca, que inventou o site, também precisa liberar. Aliás, sabe como surgiu a idéia de criá-lo?
Ela desenvolvia um projeto de incentivo a leitura com crianças pobres do Jaguaré, em São Paulo, e viu que muitas crianças não sabiam contar histórias, pois não eram estimuladas para isso. ” Então, eu quis fazer uma grande campanha de incentivo a leitura, mas num ambiente em que todas as crianças dominam desde cedo, mas dominam para jogar”, diz.
O site também tem piadas, você cria seu avatar, ganha um amigo imaginário que o ajuda com as palavras difíceis e pode até se comunicar com outras crianças, mas só com frases prontas, para seus pais ficarem mais tranquilos.

 

O Pequeno Leitor

Gostaria de contar que já está no ar o meu site do O Pequeno Leitor. Pra quem não sabe, vou falar como nasceu o projeto:
A idéia de criar O Pequeno Leitor nasceu da união de duas coisas. Primeiro, depois de 18 anos trabalhando como redatora publicitária, após o nascimento do meu filho, meu foco principal passou a ser assuntos relacionados ao desenvolvimento infantil.
Foi quando comecei a me dedicar a projetos voltados pra educação e fiz diversos cursos nessa área.
O segundo fator que deu vida ao O Pequeno Leitor, foi o Projeto Social de incentivo a leitura que eu desenvolvi numa Comunidade do Jaguaré, com crianças entre 5 a 10 anos. Vi na prática como a falta de estímulos na primeira infância criam buracos enormes no desenvolvimento intelectual dos pequenos.
A falta dos pais neste processo como exemplo e principais incentivadores, mais a falta de uma boa escola, são fatores determinantes nesse processo.
Tinha criança de 10 anos que não conseguia sequer recontar uma simples história, quanto mais escrever. Achei isso chocante, ainda mais comparado com as crianças de 5 anos do meu convívio em processo de alfabetização, que faziam isso com facilidade.
A partir daí, resolvi usar minha experiência publicitária em favor da leitura. O Pequeno Leitor foi pensado como se eu tivesse criado uma grande campanha de incentivo a leitura dentro de um ambiente onde essa geração domina desde cedo.
Decidi criar um site gratuito pra ser o mais democrático possível. Por incrível que pareça, estas crianças de comunidades carentes têm mais acessos a lan houses do que a um livro ou livraria. E estas crianças eu queria que pudessem ter acesso a essa informação.

No site, além de ler histórias e participar de muitas brincadeiras, as crianças poderão escrever e publicar suas próprias historinhas, passando pela aprovação do responsável e depois por mim. Os pequenos que quiserem desenhar suas próprias histórias, eu continuarei publicando no blog.
é importante os pais perceberem que a responsabilidade da formação do gosto e hábito pela leitura, começa dentro de casa. Esta não é uma responsabilidade só da escola como formadora.

Espero que gostem!

 

Formação de Leitores

Saiu uma reportagem este final de semana na Época, infelizmente triste para os brasileiros.
O assunto é sobre a má formação de nossos leitores.
A cada 3 anos, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos – PISA em inglês – compara o desempenho de alunos de 15 anos de diversos países em 3 áreas de conhecimento: leitura, ciências e matemática.
Não se espera muito do Brasil em relação a resultados positivos, porque o pais nunca se sai bem nesta avaliação. Em 2000, nossos alunos ficaram em último lugar. Em 2003 e 2006, saimos do último lugar, mas continuávamos entre os últimos.
O Brasil até fez alguns avanços nessa área, mas estamos longe de uma educação de qualidade, que inclui incentivar as pessoas a tomarem gosto pelo hábito da leitura e desenvolver nelas a capacidade de compreender textos complexos.
Pra avançar nessa área, este hábito precisa vir de casa, os pais precisam incentivar seus filhos, dando exemplos, gastando tempo em atividades culturais, como acontece na Finlândia e Canadá, os primeiros colocados nesta avaliação internacional.
Esta melhora não acontece de um ano pra outro. A Coreia do Sul, por exemplo, há 60 anos enfrentava altos índices de analfabetismo e quase da metade das crianças e jovens fora da escola. Eles instauraram uma reforma educacional há 40 anos, apostando na leitura como base. Bibliotecas exclusivas pra crianças tomaram conta de Seul. Uma das maiores redes, a Crianças e Bibliotecas, surgiu da iniciativa de um grupo de mães, preocupadas com o futuro de seus filhos. Em 2006 veio o resultado: a óréia tomou o primeiro lugar da FInlândia.
O problema no Brasil é que não estamos preparados para formar leitores. O desafio começa pelos professores que são pouco qualificados. Quando os educadores não são eles próprios hábeis na interpretação de textos, pipocam projetos de leitura pouco eficientes.
A maior dificuldade é garantir que um leitor de contos de fadas se transforme em leitor de um texto de revista ou científico.
Por aí vai a matéria. Achei bastante interessante e recomendo.
Meu filho de 7 anos adora ler. Desde pequeno liamos para ele todas as noites e muitas vezes passávamos tardes lendo um livro juntos. Hoje ele já lê sozinho e, segundo a escola, o Gabriel tem um bom vocabulário e um repertório muito rico para se expressar quando escreve.
Acho importante formar este hábito da leitura no mesmo momento onde todos os outros hábitos estão se formando. O resultado é muito mais efetivo.

 

Monteiro Lobato

” UM MUNDO MELHOR SE CONSTRÓI COM HOMENS E LIVROS”

O autor dessa frase acima é Monteiro Lobato. Olha só que contra senso. Como pode um dos maiores escritores brasileiros, um gênio que alimentou e alimenta a literatura de nossa infância e de nossos filhos, que tanto prezou e respeitou a língua portuguesa, contribuindo com ela, pra nossa sorte e orgulho, de uma maneira riquíssima e cheia de significados, ter um de seus livros, Caçadas de Pedrinho, proibido nas escolas públicas, por um parecer do Conselho Nacional de Educação, acusado de ser uma obra racista?
O que restará da educação desse país ( que já não é das melhores ), principalmente para as crianças e para com a nossa história, se tocarmos em autores tão valorosos com a nossa cultura, como Monteiro Lobato?
Uma pessoa que tinha o objetivo de nos fazer imaginar, sentir, pensar, refletir, criticar…
Qualquer obra de ficção, assim como a realidade, é cheia de dilemas, mostra que os defeitos existem e também tem suas contradições.
Por acaso somos burros e sem valores incapazes de discernimento quando lemos uma obra? Não temos senso para debate-la?
Monteiro Lobato, ao contrário do Conselho Nacional de Educação, tratava a criança acreditando em sua inteligência e em sua capacidade de reflexão. Ao contrário do que estão tentando fazer, que é infantilizá-las cada vez mais.
Li uma frase outro dia que achei super interessante e dizia respeito ao contexto de educação infantil:
“a simples presença do objeto não garante o conhecimento, mas a ausência do objeto garante o desconhecimento”
Quantos livros mais será que veremos sendo proibidos por aí, garantindo o desconhecimento das crianças?
Quantas pessoas não vivenciaram aquele mundo encantado que Lobato nos ofereceu, fazendo nossa imaginação ir muito além desse lugar pequeno que vivemos?
Cresci acompanhando as peripécias da Narizinho e o Pedrinho, sentindo aquele cheiro que vinha da cozinha da Tia Nastácia com toda a riqueza daquela sabedoria popular.
Por sinal, trabalhou em minha casa uma cozinheira negra ( se é que posso falar assim sem ser acusada ) que era a própria Tia Nastácia e me fazia lembrar de uma época bacana da minha infância.
Quantas pessoas não devem ter olhado pra sua própria avó e a identificado com a amorosa D. Benta? A minha era a própria D. Benta e essa era uma sensação muito gostosa de sentir. Era uma felicidade.
E o significado da irreverência da Emília no imaginário das crianças? Qual seria o tamanho disso tudo se pudessemos medir?
Como um autor capaz de ser tão brilhante e único, que tocou na alma de cada um de nós que teve o privilégio de entrar em contato com suas obras, pode ser tratado como se estivéssemos voltando a época onde se queimavam livros ou pessoas?
Vale a leitura de todos os artigos que estão saindo a respeito. Primeiro, porque a cada artigo lido, nós sentimos mais orgulho ainda de Monteiro Lobato. E também, porque todos eles são uma aula de literatura e consciência da qualidade de nossos escritores.
Não tenho nem palavra pra expressar o quanto me sinto triste!!

 

Aprendizado e diversão

 

Na revista da  Livraria da Vila de abril, saiu uma reportagem bacana sobre a importância da leitura desde o berço.  A matéria reforça aquilo que muitos de nós já sabemos e infelizmente, outros ainda não sabem, mas vale relembrar:

A criança que lê desde pequena e tem contato com livros, e o que é mais importante, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos, a começar pelo desenvolvimento da capacidade de aprendizagem e comunicação.  Monteiro Lobato tem uma frase interessante que diz “  Um país se faz com homens e livros “.  Mais da metade de seus livros foram escritos para as crianças, com a intenção de ajudar na formação intelectual e moral da juventude brasileira.

Hoje é crescente o aumento das atividades como rodas de leitura e oficinas de contação de histórias.

Segundo especialistas, a literatura para os pequenos deve ser utilizada como instrumento para a sensibilização da consciência e para a expansão da capacidade e do interesse de analisar o mundo. Reconhecer e incentivar este hábito na época em que todos os hábitos se formam é um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa.

A leitura frequente ajuda a crinça a ter uma familiaridade com o mundo da escrita e a fixar a grafia correta das palavras. Isso facilita a alfabetização e ajuda em outras disciplinas, já que o livro didático é o principal suporte para o aprendizado na escola.

É compravado que quem lê desde pequeno se torna muito mais preparado pra vida, porque é assim que a pessoa adquire uma postura crítica-reflexiva, super importante pra sua formação cognitiva. A criança que ouve ou lê uma história, tem uma capacidade maior  para comentar, indagar, questinar, observar, discutir, etc.

O principal enigma dos pais é:  como despertar o hábito da leitura nas crianças? Para começar, oferecer livros com pouco texto , letras grandes e bastante ilustração, ajuda a despertar a curiosidade infantil. A leitura em voz alta também é importante para a motivação dos filhos. Se lido com variação de entonações: mais grossa, mais fina, mais brava e assim por diante, aguça ainda mais a imaginação e é isso que importa. Deixá-los com liberdade de criar e imaginar um mundo próprio.

Não adianta dar um livro pra criança e esperar que ela tenha interesse, se ela nunca vê seus pais lendo. Para formar esse hábito, é preciso de exemplos dentro de casa. A leitura junto com seu filhote, também é um momento onde o vínculo afetivo é fortalecido. E nada é mais bacana do que partilharmos o mundo das aventuras e da imaginação de nossos pequenos cidadãos, viajando junto com eles para os lugares mais malucos e distantes que eles nos levarem.