Quem sou eu?

Sou redatora publicitária desde 1991, mas desde que nasceu meu filho Gabriel, tenho me dedicado mais a projetos infantis.

Como mãe, queria registrar cada passinho do crescimento dele e comecei a perceber que o que me fascinava mesmo era entender todo este processo de desenvolvimento que os pequenos passam até ficarem donos do próprio nariz.

Acompanhei em tempo integral os 3 primeiros anos de vida do Gabo.

Comecei a viver esse mundo da imaginação e isso me encantou completamente, assim como as histórias encantam as crianças.

Enquanto o Gabriel foi crescendo, fui tentando entender um pouquinho mais deste universo. Fiz formação em Psicanálise infantil e vi que o processo de educação, nos 7 primeiros anos de vida de uma crianças, é fundamental na sua formação como indivíduo pro resto da vida.

Continuei por este caminho e fiz vários outros cursos: Arte Educação na PUC, Literatura Infantil – A Narrativa Visual e outro sobre a Arte de Contar Estórias, da Regina Machado. Acabei me interessando cada vez mais por esse universo. Daí por diante uni duas das coisas que eu mais gostava: escrever e meu filho.
As histórias que eu escrevo hoje, são consequência dessas experiências com meu pequeno e com esse processo todo de educação.

O Gabriel foi e ainda é a minha maior fonte de inspiração. Participa, dá opinião e até muda o final das minhas histórias quando criamos a quatro mãos.

Ele ama ler e às vezes ilustra e cria suas próprias histórias. Hoje o Gabo já tem uma coleção grande de livrinhos, incluindo os de sua autoria.

Um parênteses , o Gabo é filho de dois redatores publicitários, então o que nunca faltou a ele foi incentivo. O papai tá sempre com um livro a mão, a mamãe ta sempre escrevendo histórias e os dois estão sempre lendo pra ele antes de dormir.

Resultado: um menininho cheio de idéias na cabeça e com alguns livrinhos na mão.

O que eu percebi de tudo isso, é que a leitura é um hábito que uma criança vai descobrindo de pouquinho, explorando as letras, se apaixonando por elas e quando se dá conta, já virou um pequeno leitor e vai carregar pela vida toda aquela sensação de poder que o universo das letrinhas oferece.

Não me resta a menor dúvida do poder que o incentivo tem e não me resta a menor dúvida também de que esta não é uma responsabilidade somente da escola como educadora. É uma responsabilidade que começa dentro de casa, através dos pais. Adoro e faço questão de acompanhar de perto o interesse do Gabo pelo mundo das letras.

Resolvi que eu queria fazer alguma coisa que não ficasse somente dentro do meu universo. Queria poder passar isso adiante.

Então, paralelamente ao processo de alfabetização do Gabo, fui fazer um trabalho social de incentivo a leitura para crianças de 5 a 10 anos na Comunidade do Bom Jesus, na favela do Jaguaré.

tenho um carinho enorme por aquelas crianças e me sinto super recompensada, quando me dou conta de que eu consegui, através do vínculo que criei com elas, que cada uma se encantasse um pouquinho mais que seja pela leitura.

É bacana poder oferecer para alguém que não tenha um acesso fácil a livros e histórias, um pouquinho que seja dessa magia para que o encantamento e a esperança não se percam pelo caminho.