10 de dezembro de 2010

Formação de Leitores

Saiu uma reportagem este final de semana na Época, infelizmente triste para os brasileiros.
O assunto é sobre a má formação de nossos leitores.
A cada 3 anos, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos – PISA em inglês – compara o desempenho de alunos de 15 anos de diversos países em 3 áreas de conhecimento: leitura, ciências e matemática.
Não se espera muito do Brasil em relação a resultados positivos, porque o pais nunca se sai bem nesta avaliação. Em 2000, nossos alunos ficaram em último lugar. Em 2003 e 2006, saimos do último lugar, mas continuávamos entre os últimos.
O Brasil até fez alguns avanços nessa área, mas estamos longe de uma educação de qualidade, que inclui incentivar as pessoas a tomarem gosto pelo hábito da leitura e desenvolver nelas a capacidade de compreender textos complexos.
Pra avançar nessa área, este hábito precisa vir de casa, os pais precisam incentivar seus filhos, dando exemplos, gastando tempo em atividades culturais, como acontece na Finlândia e Canadá, os primeiros colocados nesta avaliação internacional.
Esta melhora não acontece de um ano pra outro. A Coreia do Sul, por exemplo, há 60 anos enfrentava altos índices de analfabetismo e quase da metade das crianças e jovens fora da escola. Eles instauraram uma reforma educacional há 40 anos, apostando na leitura como base. Bibliotecas exclusivas pra crianças tomaram conta de Seul. Uma das maiores redes, a Crianças e Bibliotecas, surgiu da iniciativa de um grupo de mães, preocupadas com o futuro de seus filhos. Em 2006 veio o resultado: a óréia tomou o primeiro lugar da FInlândia.
O problema no Brasil é que não estamos preparados para formar leitores. O desafio começa pelos professores que são pouco qualificados. Quando os educadores não são eles próprios hábeis na interpretação de textos, pipocam projetos de leitura pouco eficientes.
A maior dificuldade é garantir que um leitor de contos de fadas se transforme em leitor de um texto de revista ou científico.
Por aí vai a matéria. Achei bastante interessante e recomendo.
Meu filho de 7 anos adora ler. Desde pequeno liamos para ele todas as noites e muitas vezes passávamos tardes lendo um livro juntos. Hoje ele já lê sozinho e, segundo a escola, o Gabriel tem um bom vocabulário e um repertório muito rico para se expressar quando escreve.
Acho importante formar este hábito da leitura no mesmo momento onde todos os outros hábitos estão se formando. O resultado é muito mais efetivo.

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