13 de junho de 2011

Ler Para o Bebê, Sim!

A Revista Crescer do mês de junho está com uma matéria bem bacana sobre dicas de livros e sobre o que eu gostaria de falar aqui: a importância da leitura para bebês.
O texto trata da questão do incentivo a leitura aos pequeninos e o que é imais mportante, os pais tem que participar junto para transformar este momento em prazer.
Quando o texto fala em estímulo, não se trata de uma cruzada para ensinar o bebê a ler, fazendo com que ele identifique palavras ou letras isoladas para tentar aprender o que é A ou o que é B. O assunto mostra que o estímulo se dá naturalmente quando ele acontece através dos laços afetivos entre os pais e seus pequenos. É neste momento que a criança associa a leitura ao prazer e isso faz com que ela se encante com este universo.
Para um bebê por volta de 1 ano, por exemplo, não importa o conteúdo da história. Ele não vai entender os dilemas e os conflitos dos personagens, não terá a dimensão do espaço onde se passa a história exatamente, mas o que importa, é criar nesse ser que já é atento aos estímulos, o prazer de escutar. E a interação adulto e bebê é fundamental.
A oralidade é super importante. Por isso, a interpretação de quem lê é indispensável, a modulação de voz dá realmente o tom da história, fazendo com aquele que escute, passe a conhecer o mundo, possa se apropriar ao poucos da aquisição da linguagem e assim, aprender a expressar seus sentimentos e a organizar a construção do pensamento.
A experiência fica armazenada na memória e, segundo a fonoaudióloga Erica parlato-Oliveira, o bebê reúne a maneira de falar da mãe e a partir dessa informação sensorial, vai criando o que é chamado de “marcas” no cérebro.
As ilustrações são fundamentais nesse incentivo e aprender a interpretá-las também. E não se trata de livros brinquedos, e sim da sensibilização da criança a essa arte. Por tanto, Além de coloridas e bem trabalhadas, as ilustrações não podem ser óbvias, elas tem que ir além das histórias e sobretudo, sem estereótipos.
E nessa leitura das imagens, é importante não menosprezar a capacidade da criança.
O que chama a atenção nessa fase, são as poesias, histórias de repetição e tudo que envolva mais musicalidade ou que estimule a sua vontade de contar uma história.

Karina Banalume, psicóloga da Puc, diz uma coisa interessante: ” As diferentes formas de leitura, as pausas, o virar das páginas, a mudança de um parágrafo, ensinam o bebê a lidar com os momentos de silêncio, mas que são em sua maioria, cheios de sentidos. Bebês adoram brincar de esconder, é um meio de elaborar as ausências. Quando adquirem a destreza motora, adoram virar as páginas e descobrir o que virá e o que se foi.
Quis transcrever esta matéria, porque tenho comentado em todas os artigos que já escrevi para algumas revistas, sobre o meu site de incetivo a leitura, O Pequeno Leitor, o quanto é importante a presença dos pais na formação literária dos filhos, que este processo começa dentro de casa e é anterior ao processo de alfabetização.
E mais, quanto antes este estímulo começar e este hábito se formar, mais chances a criança terá de ser um adulto bem sucedido.
Vou citar aqui alguns números alarmantes e não precisamos ser especialistas em matemática para perceber o que eles significam. Olha só: uma criança estimulada a partir dos 3 anos de idade, chegará aos 8 anos com um vocabulário de 12 mil palavras.
Uma criança que não recebeu estes estímulos nessa mesma época, chegará aos 8 anos com um vocabulário de apenas 4 mil palavras. A diferença é gritante. Imagine a compreensão de mundo de alguém com um repertório tão limitado. Como esta criança será capaz de compreender as estruturas um pouquinho mais complexas da língua, exigidas em qualquer disciplina escolar?

A falta de estímulos cognitivos causam buracos enormes no desenvolvimento intelectual dos pequenos.
Por isso, mamães e papais, a importância de vocês nesse processo é fundamental. Vale transformar a leitura em momentos de prazer e estreitamento dos laços afetivos. E o quanto antes, melhor para seu filho.

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